Desvendando os segredos da linguagem corporal

Acabei de ler esse excelente livro escrito por Allan e Bárbara Pease, os mesmos autores dos livros “Porque os homens mentem e as mulheres choram”, e “Porque os homens fazem sexo e as mulher fazem amor”. O livro explica, de acordo com pesquisas científicas e não apenas em “achismos”, como identificar o que as pessoas falam através da linguagem não-verbal, o que muitas vezes é mais verdade do que aquilo que se fala.

Em Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal, Allan e Barbara Pease esclarecem que 93% da comunicação humana é feita através de expressões faciais e movimentos do corpo. Quando aprendemos a prestar atenção em nossa linguagem corporal e a interpretar corretamente a dos outros, passamos a ter maior controle sobre as situações, pois podemos identificar sinais de abertura, de tédio, de atração ou de rivalidade e agir de forma adequada aos nossos objetivos. (Submarino)

Uma das partes mais legais do livro é quando os autores explicam que todos nós - homens e animais - temos um espaço pessoal determinado culturalmente. Esse espaço pessoal é divido em quatro zonas de distância: zona íntima, zona pessoal, zona social e zona pública. A zona pessoal é entre 14cm e 46cm de distância do nosso corpo.

“Só os entes afetivamente próximos, como amantes, pais, cônjuges, filhos, amigos íntimos, parentes e mascostes, têm permissão para entrar nela.” (pág. 126 e 127).

Isso eu achei simplesmente fantástico. Todas aquelas pessoas que conversam com a gente tão próximas que dá pra sentir o mal hálito dentro das narinas deveriam ler esse livro. Eu não suporto pessoas que chegam “chegando”, sabe?

Aquelas que dão tapinhas nas costas, abraçam e dão três beijinhos mesmo vendo nossa cara de “ei, o que você está fazendo??”. Elas deveriam perceber seu nível de intimidade com os outros antes de chegarem tentando ser os seres mais legais da floresta e, ao contrário de sua real intenção, deixarem uma péssima primeira impressão. Radical demais minha opinião?? Acho que não, né? ;c)

Recomendo a leitura.